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Obesidade

O Brasil tem cerca de 18 milhões de pessoas consideradas obesas. Somando o total de indivíduos acima do peso, o montante chega a 70 milhões, o dobro de há três décadas.

A obesidade é caracterizada pelo acúmulo excessivo de gordura corporal no indivíduo. Para o diagnóstico em adultos, o parâmetro utilizado mais comumente é o do índice de massa corporal (IMC).


O IMC é calculado dividindo-se o peso do paciente pela sua altura elevada ao quadrado. É o padrão utilizado pela Organização Mundial da Saúde (OMS), que identifica o peso normal quando o resultado do cálculo do IMC está entre 18,5 e 24,9. Para ser considerado obeso, o IMC deve estar acima de 30.

A obesidade é fator de risco para uma série de doenças. O obeso tem mais propensão a desenvolver problemas como hipertensão, doenças cardiovasculares, diabetes tipo 2, entre outras.

São muitas as causas da obesidade. O excesso de peso pode estar ligado ao patrimônio genético da pessoa, a maus hábitos alimentares ou, por exemplo, a disfunções endócrinas. Por isso, na hora de emagrecer.

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Motilidade Esofágica

Distúrbios de motilidade

Os transtornos da motilidade esofágica envolvem uma disfunção do esôfago que causa sintomas como disfagia, azia e dor torácica.

As principais causas esofágicas de dismotilidade incluem

A motilidade esofágica também pode ser perturbada por doenças sistêmicas como

Muitas doenças generalizadas da função neuromuscular (p. ex., miastenia graveesclerose lateral amiotróficaacidente vascular encefálicodoença de Parkinson) podem afetar a deglutição, mas normalmente não são classificadas como distúrbios da motilidade esofágica.

Os sintomas das doenças de motilidade esofágica dependem da causa, mas geralmente incluem dificuldade para deglutir (disfagia), dor torácica e/ou azia.

A avaliação das doenças de motilidade esofágica depende dos sintomas manifestados pelo paciente e pode incluir endoscopia GI altaesofagograma com báriomanometria esofágica e/ou exames para a avaliação de refluxo e acidez.

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Hérnia Inguinal

A hérnia inguinal acontece quando o tecido intestinal ou parte do próprio intestino é projetado por meio de um ponto fraco nos músculos do abdômen. Essa protuberância é a hérnia. Geralmente, é uma protuberância no músculo da virilha que faz com que o intestino seja projetado para fora.

Tal protuberância pode causar dor, principalmente quando o paciente precisa tossir, carregar um objeto pesado ou se inclinar.

Às vezes, uma hérnia inguinal pode ser confundida com uma hérnia femoral, já que a única diferença entre elas é a localização em relação ao ligamento inguinal. Uma hérnia inguinal é localizada logo acima do ligamento inguinal, enquanto que uma hérnia femoral é encontrada abaixo desse ligamento. Apenas um especialista pode determinar com certeza qual é o tipo de hérnia observada. Em alguns casos, a dúvida só é tirada no início da cirurgia.

A hérnia inguinal pode ser bem pequena e fazer com que apenas uma pequena parte do peritônio – membrana que recobre a parede abdominal – atravesse o músculo. No entanto, há casos mais graves em que grande parte do intestino pode se mover através do espaço no músculo.

A hérnia inguinal pode ser direta ou indireta, de acordo com o modo que ela é formada e quando ela se forma.

  • Hérnia inguinal direta: desenvolve-se na idade adulta devido ao enfraquecimento dos músculos abdominais devido ao envelhecimento ou como resultado de uma lesão.
  • Hérnia inguinal indireta: ocorre com mais frequência na primeira infância por se tratar de uma condição congênita em que o anel inguinal – tecido muscular abdominal – não se fecha por completo enquanto o bebê ainda está no útero da progenitora. Geralmente, a hérnia fica bem visível quando o bebê chora.

Sintomas

Alguns sintomas ocorrem quando se tem uma hérnia inguinal. Os principais são:

  • Sensação de queimação ou dor no local;
  • Dor ou desconforto na região da virilha, especialmente ao tossir, se curvar ou mudar de posição;
  • Protuberância em ambos lados do osso presente na região púbica que fica ainda mais visível quando o indivíduo está em pé ou tossindo;
  • Fraqueza ou pressão na virilha;
  • Dor e inchaço ao redor dos testículos, apenas em alguns casos em que a parte saliente do intestino desce para a região escrotal.

Ao deitar em uma superfície plana, a hérnia inguinal costuma ficar imperceptível porque ela volta para o local de origem quando o paciente está deitado. Aplicar compressas de gelo e deitar com a pélvis um pouco mais elevada do que a cabeça também podem ajudar a diminuir o inchaço.

Quando essas técnicas não reduzem o inchaço, temos uma condição conhecida como hérnia encarcerada, em que o conteúdo protuberante fica preso na parede abdominal. Nesses casos, o suprimento de sangue para o tecido preso pode ser prejudicado, o que caracteriza uma condição fatal se não for tratada, chamada de hérnia estrangulada, devido ao fato de o fluxo de sangue ser interrompido causando a necrose dos tecidos circundantes.

Os sintomas que indicam que a hérnia inguinal está encarcerada são:

  • Febre;
  • Náusea;
  • Vômitos;
  • Incapacidade de realizar os movimentos intestinais habituais e de expelir gases;
  • Protuberância que fica vermelha, roxa ou escura;
  • Dor repentina que se intensifica.

As fotos abaixo mostram de forma ilustrativa e real como uma hérnia inguinal se manifesta no organismo.

Principais causas

Existem hérnias que não têm uma causa específica conhecida. Outras podem surgir devido a:

  • Esforço repetitivo para conseguir um movimento intestinal;
  • Gravidez;
  • Aumento da pressão dentro do abdômen;
  • Esforços frequentes durante a micção ou nos movimentos intestinais;
  • Realização de atividades extenuantes;
  • Doença pulmonar ou tabagismo;
  • Tosse crônica ou espirros fortes frequentes;
  • Combinação de alta pressão dentro do abdômen e um ponto fraco pré-existente localizado na parede abdominal que dá lugar à saliência.

A maioria das pessoas têm hérnia inguinal devido a uma fraqueza da parede abdominal ou no músculo da virilha que se desenvolve no nascimento quando o revestimento abdominal chamado de peritônio não se fecha da forma correta.

Outras sofrem da doença por causa de alterações que ocorrem em outros períodos da vida, como quando os músculos enfraquecem ou vão se deteriorando por causa do processo natural de envelhecimento, devido a uma atividade física extenuante ou por causa de uma tosse severa.

A hérnia inguinal também pode surgir após uma lesão grave na região abdominal ou depois de uma cirurgia abdominal.

Nos homens, o ponto fraco que dá origem à hérnia está localizado no canal inguinal, onde o cordão espermático entra no escroto. Já nas mulheres, o canal inguinal contém um ligamento que ajuda a manter o útero no lugar e algumas vezes acontecem hérnias exatamente onde esse tecido conectivo do útero se liga ao tecido que circunda o osso púbico.

Apesar de afetar as mulheres, a hérnia inguinal é muito mais comum em homens. Outros fatores que aumentam o risco de desenvolver uma hérnia inguinal são:

  1. Ser idoso, devido ao enfraquecimento dos músculos ao longo dos anos;
  2. Ter tosse crônica por causa do hábito de fumar.
  3. Ser branco;
  4. Estar grávida, por causa do enfraquecimento dos músculos abdominais que pode resultar em um aumento da pressão dentro do abdômen;
  5. Apresentar histórico familiar da condição;
  6. Ter constipação crônica e executar grande esforço durante os movimentos intestinais;
  7. Ser um bebê prematuro ou apresentar baixo peso ao nascer;
  8. Já ter tido uma hérnia em algum momento da vida mesmo que já tenha sido corrigida.

Diagnóstico

Exames de imagem podem ser solicitados para confirmar a presença de uma hérnia inguinal. Mas geralmente, esses testes não são necessários já que a hérnia costuma ser bem visível e os sintomas bastante característicos da condição.

Tratamento

Embora não seja uma condição de saúde perigosa, infelizmente a hérnia inguinal não se cura sozinha e a negligência no tratamento pode causar complicações fatais. Mesmo as hérnias pequenas podem aumentar de tamanho ao longo do tempo, o que significa que mais partes do intestino estando sendo direcionados através do rompimento do músculo.

Complicações de saúde que podem acontecer quando o tratamento não é feito podem incluir:

  1. Estrangulamento: A hérnia estrangulada é caracterizada pela interrupção do fluxo sanguíneo para parte do intestino. Esse estrangulamento pode resultar na morte do tecido intestinal afetado. Essa é uma condição de risco de vida e que precisa de uma cirurgia imediata para corrigir o bloqueio da circulação do sangue.
  2. Pressão nos tecidos circundantes: Se não reparada cirurgicamente, a tendência é que a hérnia inguinal aumente com o tempo. Nos homens, ela pode crescer até alcançar o escroto, o que causa muita dor e inchaço, além de dificultar o tratamento.
  3. Hérnia encarcerada: A hérnia encarcerada acontece quando o conteúdo da hérnia fica preso no chamado ponto fraco da parede abdominal, podendo causar obstrução intestinal além de dor intensa, náusea, vômito e incapacidade de eliminar gases ou de evacuar.

Para prevenir as complicações de saúde acima, o único tratamento possível é a correção cirúrgica da hérnia inguinal.  

Cirurgia de hérnia inguinal

Apesar de ser um procedimento invasivo, a cirurgia de hérnia inguinal é uma cirurgia bastante comum e tranquila, desde que executada por uma boa equipe médica. Além disso, é um procedimento extremamente necessário, já que a hérnia inguinal não é capaz de cicatrizar sem intervenção cirúrgica.

Na cirurgia, é aplicada uma anestesia geral e um cirurgião geral ou um especialista em intestinos comanda o procedimento.

Incisões são feitas dos 2 lados da hérnia e um laparoscópio é inserido por uma delas. Através do outro corte, são inseridos outros instrumentos cirúrgicos necessários para a operação.

O cirurgião então isola a parte do revestimento abdominal que está empurrando o músculo, chamado também de bolsa de hérnia. Em seguida, ele reposiciona essa bolsa ao local de origem e repara o defeito muscular que causou a hérnia.

Em casos de pequenos rompimentos musculares, o defeito no músculo é facilmente suturado e dificilmente a hérnia retornará. No entanto, em defeitos maiores, pode ser preciso colocar um enxerto para cobrir o rompimento, já que apenas as suturas não serão suficientes para segurar o músculo por muito tempo. O enxerto é a solução mais eficaz para reduzir a taxa de recorrência da hérnia inguinal.

Ao fim da cirurgia, o laparoscópio é removido e as incisões são fechadas com suturas ou colas cirúrgicas.

A técnica acima é a menos invasiva, mas também a que requer mais habilidade da equipe médica. Outro método é a cirurgia aberta, que é mais invasiva, em que um corte grande é feito para que o cirurgião empurre o tecido intestinal de volta ao abdômen.

Recuperação

A recuperação após o procedimento costuma ser boa, desde que respeitadas as orientações da equipe médica. A maior parte dos pacientes consegue voltar as atividades de rotina em 2 ou 4 semanas após a cirurgia.

Nos primeiros dias de recuperação, o abdômen deve ficar bem rígido e a região das incisões deve ficam bem protegida com uma faixa firme. Será preciso deixar o abdômen bem protegido, principalmente em casos em que o paciente precisa espirrar, tossir, vomitar, se agachar ou mudar de posição. Medicamentos para aliviar a dor podem ser prescritos para uso durante os primeiros dias após a cirurgia.

A prática de atividades físicas não é liberada pelo menos durante as primeiras 2 semanas de recuperação. O tempo ideal de repouso deve ser determinado pelo cirurgião.

Riscos

Os riscos de uma cirurgia de hérnia inguinal são mínimos. Em poucos casos pode ocorrer:

  • Acúmulo de sangue ou fluido na região onde costumava ficar a hérnia, que melhora sem a necessidade de tratamento;
  • Reações adversas relacionadas ao anestésico utilizado;
  • Dano ao suprimento de sangue para o testículo;
  • Inchaço, dor e hematomas nos testículos ou na base do pênis dos homens;
  • Dano ao ducto deferente, tubo responsável por transportar o espermatozoide até os testículos;
  • Cicatrizes que podem doer;
  • Sangramento;
  • Recorrência da hérnia;
  • Dor e dormência na zona da virilha por causa de algum nervo danificado ou preso durante o procedimento.

Dicas de prevenção

Há casos em que a hérnia ocorre por causa de um defeito congênito, ou seja, uma má formação intestinal que te acompanha desde o nascimento. Nessas situações, a menos que uma correção cirúrgica possa ser feita, não é possível fazer muita coisa para evitar a reincidência da hérnia.

Já em outros casos em que o problema não é congênito, é possível prevenir. Caso você apresente vários fatores de risco para o desenvolvimento da hérnia inguinal, tenha um histórico familiar ou já tenha sofrido disso alguma vez, há algumas coisas que você pode fazer para evitar que uma nova hérnia apareça pela primeira vez ou ocorra novamente.

  1. Manter um peso saudável: Ter um peso saudável pode ajudar a evitar o desenvolvimento de uma hérnia inguinal.
  2. Parar de fumar: O tabagismo provoca tosse crônica em muitas pessoas. A tosse pode agravar uma hérnia inguinal já existente ou aumentar a chance de o paciente desenvolver uma.
  3. Não confiar em cintas: Algumas pessoas usam cintas ou objetos chamados de treliças para manter a protuberância no lugar. Porém, isso é apenas uma ilusão, pois o uso da cinta não corrige o problema, apenas o disfarça esteticamente.
  4. Tomar cuidado ao levantar pesos: Levantar pesos na academia ou carregar coisas muito pesadas pode aumentar o risco de desenvolver uma hérnia se você já tiver um ponto fraco no abdômen. Assim, tome cuidado para carregar algo muito pesado e tenha a cautela de dobrar os joelhos e não a cintura na hora de executar o movimento de agachar, por exemplo.
  5. Optar por alimentos ricos em fibras: O consumo de alimentos ricos em fibras como legumes, frutas e grãos integrais é essencial para prevenir a constipação e o esforço intestinal.

Ao notar protuberância abdominal e algum outro sintoma descrito neste artigo, procure um médico para descartar ou não a presença de uma hérnia inguinal. A cirurgia é um procedimento seguro desde que realizado por um bom médico e que evita diversas complicações de saúde além de eliminar os incômodos sintomas relacionados à hérnia.

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Isquemia intestinal aguda e crônica

 

A isquemia intestinal é a morte de uma parte do intestino (necrose), e este distúrbio ocorre quando o intestino não recebe uma quantidade suficiente de sangue.

A isquemia pode ocorrer no intestino delgado, intestino grosso ou ambos.
Esta é uma doença muito grave que pode causar:

  1. Dor intensa,
  • Perda da função intestinal.

A isquemia intestinal maciça é muito grave e causa a morte em poucos dias (em média, 24 horas).

O infarto intestinal pode ser de tipo:

  1. Embolico , se for causado por um embolo, provável em pacientes com problemas cardíacos, por exemplo, arritmia cardíaca,
  2. Trombótico (é o mais freqüente), se for causado por um trombo que obstrua um vaso sanguíneo,
  3. Não-oclusivo, durante um choque hemorrágico, pode ocorrer uma distribuição diferente da massa sanguínea circulante. Para trazer sangue ao cérebro e ao coração, os vasos esplâncicos são sacrificados, de modo que as células não recebem oxigênio e nutrientes suficientes. Se a isquemia é não oclusiva, algumas seções isquêmicas e outras seções saudáveis alternadas se formam no intestino.

As pessoas idosas (com mais de 50 anos) têm um risco maior de desenvolver este problema em relação aos outros.


Geralmente, esta doença é muito rara na população.

Crianças
A isquemia intestinal afeta principalmente os idosos, mas os bebês podem sofrer de enterocolite necrosante, geralmente se eles são prematuros.

Anatomia patológica

Existem três vasos sanguíneos fundamentais para transportar o sangue na região abdominal e podem causar uma isquemia intestinal arterial:

  1. Artéria celíaca,
  2. Artéria mesentérica superior,
  3. Artéria mesentérica inferior.

Na artéria mesentérica superior existe o segmento de Reiter da que se originam:

  1. A artéria cólica,
  2. A ileocolica,
  3. A cólica média.

Uma obstrução no segmento de Reiter pode causar ataques cardíacos de todo intestino.

Isquemia venosa
Um coágulo de sangue pode se desenvolver em uma veia que transporta sangue para fora do intestino.


Quando a veia é bloqueada, o sangue retorna ao intestino, causando inchaço e sangramento.
Esta desordem é caracterizada por:

  1. Congestionamento de sangue,
  2. Falta de oxigênio,
  3. Alterações da microcirculação intestinal,
  4. As ansas intestinais são dilatadas e cheias de sangue.

Geralmente, se diz infarto para indicar o bloqueio de uma artéria, mas neste caso também é usado para a obstrução venosa porque em ambas as situações ocorre:

  • Deficiência de oxigênio,
  • Dano ao endotélio (parede interna) dos vasos sanguíneos.

As causas podem ser:

  1. Compressão causada por tumores ou linfonodos,
  2. Pancreatite,
  3. Infecção abdominal,
  4. Doença intestinal, como doença de Crohncolite ulcerativa e diverticulite.
  5. Doenças que causam hipercoagulabilidade,
  6. Trauma
  7. Quantidades importantes de estrogênio.

Os sintomas são os mesmos que o infarto ou isquemia que se origina em uma artéria.

Causas de isquemia intestinal

A obstrução de uma artéria pode ser causada por:

  • Aterosclerose,
  • Coágulos de sangue (que podem se formar no coração em caso de fibrilação atrial),
  • Aneurismas nos vasos sanguíneos.

oclusão venosa pode causar essa isquemia intestinal em caso de:

  1. Hipertensão da veia porta, (leva o sangue do estômago e dos intestinos para o fígado) a veia porta se origina da conjunção da veia mesentérica superior e da veia esplênica (que recolhe o sangue da veia mesentérica inferior).
  2. Trombose venosa profunda, é mais provável se a pessoa tem uma condição de hipercoagulabilidade ou em caso de inflamação.
  3. Sepse,
  4. Trauma,
  5. Cirurgia.

Causas de isquemia intestinal não-oclusiva:

  1. Hipotensão (pressão arterial baixa), a pressão arterial baixa prolongada causada por cirurgia cardíaca pode causar isquemia intestinal e, em alguns casos, também um infarto intestinal.
  2. Espasmo (contração) das artérias que vão para o intestino,
  3. Câncer no cólon, que comprimem os vasos sanguíneos e podem causar um bloqueio da circulação,
  4. Insuficiência cardíaca,
  5. Choque e hemorragia – causam uma redução no volume de sangue circulante e da pressão sanguínea.
  6. Efeito colateral de medicamentos  (vasoconstritores, vasodilatadores e pílula anticoncepcional) e algunhas drogas.

Os fatores de risco incluem:

  1. Fumo,
  2. Obesidade,
  3. Pressão muito baixa.

Sinais e sintomas de isquemia intestinal

Os sintomas são divididos em dois grupos:

  1. Sintomas de infarto agudo que ocorrem de repente,
  2. Sintomas de isquemia crônica que se desenvolvem ao longo do tempo.

Sintomas agudos

  1. Dor de barriga súbita e severa, especialmente em uma área do abdômen. A dor pode ser causada por estímulos químicos (isquemia e variações de pH) ou mecânicos (distensão do intestino a montante da obstrução da artéria ou veia).
  2. Náusea,
  3. Vômitos,
  4. Sangue nas fezes,
  5. Distensão abdominal,
  6. Urgência para defecar,
  7. Febre.

Em caso de trombose ou embolia, os sintomas tem a seguinte evolução:

  1. No início, a pessoa tem muita dor, semelhante a uma cólica. A dor é generalizada em todo o abdômen.
  2. Após algumas horas, a dor é concentrada na área ao redor do umbigo ou em um lado do abdômen. Esta fase dura 4-6 horas. A intensidade da dor diminui, mas outros sintomas pioram: freqüência cardíaca rápida, baixa pressão arterial, respiração rápida.
  3. No final da segunda fase, ocorre a necrose intestinal, com peritonite e choque.

Sintomas crônicos

  1. Dor de barriga após as refeições,
  2. Náusea e vômitos
  3. Diarréia ou constipação,
  4. Perda de peso porque a pessoa não come para evitar a dor,
  5. Inchaço na barriga.

Complicações da isquemia intestinal

As consequências ou complicações da isquemia intestinal podem ser:

  1. Morte do tecido intestinal
    Se o fluxo sanguíneo for parado completamente e de repente, o tecido intestinal pode morrer (gangrena).
  2. Perforação
    Pode ocorrer uma lesão na parede do intestino. A conseqüência é a saída do conteúdo do intestino na cavidade abdominal, causando uma infecção grave (peritonite).
  3. Fibrose ou encolhimento do cólon
    O processo de cura da isquemia causa a formação de tecido cicatricial fibroso que restringe ou bloqueia o intestino.
  4. Morte

Diagnóstico e exames para isquemia intestinal

De acordo com os sinais e sintomas, o médico pode recomendar esses exames:

  1. angiografia com a tomografia ou a ressonância magnética para obter imagens detalhadas sobre o fluxo de sangue no intestino delgado e procurar as artérias obstruídas.
    Às vezes, o médico pode tratar as artérias obstruídas durante a angiografia, em caso de insuficiência da artéria celíaca ou mesentérica, o médico pode inserir um stent através dos cateteres antes do desenvolvimento de um infarto intestinal.
    Assim, o fluxo pode ser restaurado, por exemplo, em uma patologia que afeta a artéria celíaca.
  2. arteriografia consiste na radiografia dos vasos sanguíneos.
  3. ultrassonografia com doppler colorido mostra se a obstrução é venosa ou arterial.
  4. Se o paciente não melhorar com as drogas, o médico aconselha a cirurgia exploratória em laparoscopia para localizar e remover o tecido danificado.
    A cirurgia exploratória permite o diagnóstico e o tratamento.

Nos exames de sangue de laboratório podemos notar:

  1. Leucocitose (glóbulos brancos elevados) com neutrófilos acima de 15 000/mm³,
  2. Lactato desidrogenase (LDH) alta,
  3. Amilase alta,
  4. Fosfatase alcalina alta,
  5. Aumento dos lactatos.

Tratamento e medicamentos para isquemia intestinal

O tratamento da isquemia intestinal envolve a restauração do fluxo sanguíneo suficiente para o sistema digestivo.
As opções variam de acordo com o tipo e a gravidade da doença

Medicamentos
Os medicamentos trombolíticos podem ser administrados para dissolver o trombo ou para evitar a formação de coágulos sanguíneos.
Além disso, são necessários os vasodilatadores para expandir os vasos sanguíneos em caso de isquemia mesentérica aguda.

Em caso de isquemia mesentérica crônica, o médico pode prescrever anticoagulantes.

Trombose venosa mesentérica
Se o intestino não foi danificado, provavelmente é necessário tomar um medicamento anticoagulante por cerca de três a seis meses.
Os anticoagulantes previnem a formação de trombos.

Se os exames mostram um distúrbio da coagulação do sangue, pode ser necessário tomar anticoagulantes pelo resto da vida.
Se as partes do intestino grosso estão danificadas, pode ser necessária uma cirurgia para removê-lo.

Isquemia do cólon
A isquemia do cólon pode curar-se sozinha sem tratamento, mas o médico pode recomendar antibióticos para tratar ou prevenir as infecções.
O médico pode recomendar um tratamento para outras doenças relacionadas, tais como:

  1. Insuficiência cardíaca,
  2. Batimentos cardíacos irregulares (arritmia).

É necessário parar de tomar todos os medicamentos que causam a vasoconstrição, por exemplo, medicamentos para:

  1. Enxaqueca,
  2. Tratamentos hormonais,
  3. Doenças do coração.

Se o cólon estiver danificado, você pode precisar de uma cirurgia para remover o tecido morto ou para pular o bloqueio em uma artéria intestinal.

Isquemia mesentérica aguda (infarto)
Geralmente, a cirurgia é necessária para:

  1. Remover um coágulo de sangue,
  2. Superar um bloqueio arterial,
  3. Para reparar e remover a parte danificada do intestino.

Com um diagnóstico precoce, se a doença afeta uma pequena parte do intestino, o cirurgião

pode remover um segmento do intestino e fazer uma anastomose.

O tratamento inclui medicamentos para:

  • Prevenir a formação de trombos,
  • Dissolver os coágulos de sangue,
  • Dilatar os vasos sanguíneos.

Durante a angiografia para diagnosticar o problema, é possível tratar a doença com uma angioplastia simultânea.


angioplastia envolve a inserção de um balão na artéria que incha para:

  1. Comprimir os depósitos de gordura,
  2. Dilatar a artéria.

A conseqüência é uma artéria com um diâmetro maior que permite ao sangue de circular livremente.
O médico pode colocar uma estrutura cilíndrica de metal (stent) na artéria para manter a abertura.

Em caso de oclusão completa da artéria mesentérica superior, desenvolve-se um infarto maciço no íleo e, nesses casos, o cirurgião não pode remover todo o íleo (parte do intestino delgado) porque não é compatível com a vida.
Neste caso, a heparina é administrada por via intravenosa ao paciente, esperando que o coágulo desapareça ou diminua.

Isquemia mesentérica crônica


Geralmente, a cirurgia é necessária para:

  1. Restaurar o fluxo sanguíneo,
  2. Evitar a progressão da Isquemia mesentérica de tipo agudo.

O cirurgião pode pular as artérias bloqueadas ou ampliar as artérias estreitas com:

  1. Uma angioplastia,
  2. O  posicionamento do stent.

Além da cirurgia de angioplastia e pontagem coronária, outro método para o tratamento da isquemia mesentérica crônica é chamado de endarterectomia transaórtica.
Nesta operação, se remove a placa que entope a artéria mesentérica.

Convalescença após á operação
O decurso pós-operatório depende da condição do paciente e o tamanho do intestino em necrose.
O prognóstico é pessímo na maioria dos casos, em caso de obstrução venosa a cura é mais provável.

Prevenção, dieta e alimentação para isquemia intestinal

É possível reduzir o risco da isquemia intestinal com algumas mudanças no estilo de vida que ajudam a prevenir a aterosclerose:
Escolha uma dieta rica em frutas, vegetais, nozes e sementes.
Reduza a quantidade de açúcar adicionado, alimentos processados, cereais e produtos lácteos.

Fumo. As pessoas que fumam devem conversar com o médico para descobrir como parar.
O aconselhamento, medicamentos e produtos de reposição de nicotina são algumas das opções possíveis.

Exercício físico regular
O objetivo é de pelo menos 30 minutos por dia.
Manter um peso adequado à altura.
Tratar os outros problemas de saúde.

Devemos prevenir ou tratar os seguintes distúrbios:

  1. Pressão alta,
  2. Colesterol alto,
  3. Diabetes ou outras doenças que aumentam o risco de aterosclerose.
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Disfagia – dificuldade de engolir

Um ato aparentemente simples como engolir um comprimido de medicação é dos sintomas mais comuns. O ato de fazer o comprimido percorrer a faringe e o esôfago, com precisão, exige coordenação e força muscular.

As alterações na deglutição iniciam-se com queixa de engasgos durante a ingestão de alimentos, principalmente líquidos. Com a progressão da doença o indivíduo pode ter dificuldades com alimentos de outras consistências, o que leva ao comprometimento do estado nutricional.

Sinais de Alerta

1- Tosse ou engasgo com alimento ou saliva;

2- Pneumonias de repetição ou recorrentes;

3- Refluxo gastresofágico;

4- Febre sem causa aparente;

5- Sensação de bolo na garganta;

6- Recusa alimentar;

7- Sonolência durante as refeições;

8- Presença de sinais clínicos de aspiração: dispneia (falta de ar), voz molhada (som borbulhante).

Aos primeiros sinais de disfagia, isoladamente ou em conjunto, deve-se consultar um profissional especializado em fonoaudiologia para uma avaliação apropriada, que deverá agir em conjunto com o nutricionista para adequar a alimentação.

Seguem abaixo, entretanto, algumas orientações básicas que podem ajudar um paciente com disfagia a se alimentar via oral, de forma mais segura:

  1. Consistência dos alimentos. A consistência dos alimentos é modificada, ao longo do curso da doença, se necessário. A umidificação dos alimentos é indicada para a maioria dos pacientes. Em geral, a dieta de menor risco é a consistência pastosa homogênea (consistência de creme). O importante é a garantia de um desempenho seguro (sem a entrada de saliva/ alimentos/líquidos no pulmão) durante todas as refeições.
  • Uso de espessantes alimentares. São produtos industrializados que modificam a textura e consistência dos alimentos, não alterando o sabor. São bastante utilizados para espessamento de líquidos, pois tendem a ser a consistência mais difícil por exigir adequado controle oral, agilidade e coordenação da musculatura envolvida na deglutição.
  • Posicionamento durante a alimentação. Uma posição correta durante a alimentação dificulta a entrada dos alimentos nos pulmões, deixando a alimentação mais segura. Durante as refeições é importante que o paciente permaneça sentado, com o tronco reto e a cabeça erguida. Caso não seja possível, tente manter o tronco o mais reto que puder ou pelo menos a 45º.
  • Ambiente. O ambiente onde o indivíduo será alimentado deverá ser calmo, oferecer o mínimo de elementos de distração assim como televisores e rádios que deverão estar desligados. Conversas paralelas também deverão ser evitadas, para não desviar a atenção do paciente.
  • Higiene oral. Pacientes com precário estado de conservação dentária estão mais propensos a broncopneumonias. Para manutenção adequada da higiene oral e para retirada da placa bacteriana é necessária a ação mecânica de escovação dos dentes.
  • Via alternativa de alimentação. A nutrição enteral é indicada a pacientes que possuem risco para aspiração ou para aqueles com ingestão alimentar insuficiente por via oral. Cabe à equipe médica optar pela sonda naso-enteral (SNE) ou gastrostomia (GTT), e ao nutricionista indicar a fórmula nutricional mais adequada.

Não deixe de procurar ajudar profissional aos primeiros sinais. A atenção adequada ao problema possibilita uma melhor qualidade de vida ao portador de disfagia.

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