Refluxo Alcalino

A dieta que apaga o refluxo

 

Azia e má digestão provocam aquele fogo que é difícil de controlar. Ou melhor, era. Pegue prato, garfo e faca e prepare-se para o combate na alimentação.

Texto de @andressabasilio

Você come aquela pizza deliciosa e, em poucos minutos, vem uma baita queimação? Ao saborear a macarronada, parece que ela fica o dia todo entalada na garganta? Os sintomas de azia e má digestão são tão comuns que muita gente já aprendeu até a conviver com eles – contando com estoques de antiácidos no armário e truques caseiros, claro. Só que a recorrência e outras características incômodas, como regurgitação, dores no peito e na garganta, tosse seca, rouquidão e pigarro, indicam que o problema é mais chato do que se imagina: falamos da doença do refluxo, que afeta 12% da nossa população, o que dá mais ou menos 20 milhões de brasileiros.

O suplício acontece quando o conteúdo gástrico contraria a gravidade e sobe pelo canal que leva à boca. Um retorno indesejado que tem lá seus motivos. Uma possibilidade é o estômago demorar tempo demais para esvaziar. Outra é o esfíncter inferior, um músculo do esôfago que permite a passagem dos alimentos, ficar frouxo por causa de abuso de álcool, cigarro…

“A obesidade é outro grande causador de refluxo, já que o acúmulo de gordura no abdômen aumenta a pressão no estômago e exige mais do tal esfíncter”, observa o gastroenterologista Fernando Herbella, da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).

Dependendo da quantidade de fluidos que dão ré no estômago e da altura atingida, eles favorecem danos a outras áreas, caso de boca, laringe, faringe e esôfago. E isso pode desencadear, com o tempo, condições mais sérias, como agravamento de asma e sinusite, desgastes dentários, doenças pulmonares e até distúrbios do sono.

Por isso, não é legal demorar na busca por uma solução. E, para pesquisadores do Hospital Phelps, em Nova York, nos Estados Unidos, ela não está necessariamente na farmácia. Em vez de se entupir de medicamentos para o chabu – os chamados inibidores de bombas de prótons -, uma alternativa seria investir em uma dieta inspirada na do Mediterrâneo, abastecida de frutas, verduras, grãos e oleaginosas. Não é exagero: os cientistas testaram as duas estratégias para chegar a essa conclusão.

Para o trabalho, publicado no respeitado jornal da Associação Médica Americana, os especialistas recrutaram dois grupos de pacientes com refluxo do tipo laringofaríngeo (quando os sintomas também atingem a garganta). Um deles foi tratado da forma tradicional, com remédios e recomendações gerais de prevenção às crises. Já a outra turma só adotou uma dieta baseada primordialmente em alimentos de origem vegetal e consumiu água alcalina, que tem pH mais básico do que a mineral.

O desfecho da experiência surpreendeu: 54% das pessoas que seguiram o tratamento medicamentoso tiveram redução significativa no teste que avalia a severidade dos sintomas de refluxo, mesmo benefício atingido por 62% dos participantes que mudaram o cardápio diário.

“Nosso estudo mostra que a adoção da dieta de estilo mediterrâneo parece funcionar tão bem, ou até melhor, do que a terapia medicamentosa tradicional. Além disso, tem a vantagem de não trazer riscos colaterais”, conta à SAÚDE o líder da pesquisa, Craig Zalvan, chefe do Departamento de Otorrinolaringologia do Hospital Phelps.

Olha que os ganhos não param aí. Os ajustes à mesa também contribuíram para a perda de peso – alguns indivíduos enxugaram quatro quilos em algumas semanas – e melhora em outras condições crônicas, como diabetes e problemas cardiovasculares. “Nossa sugestão é que, antes de tentar a abordagem com remédios, os médicos deveriam tentar mudanças na alimentação dos pacientes”, aconselha Zalvan.

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