Notícias

Doenças inflamatórias intestinais (DII)

Muitas pessoas levam bastante tempo para descobrir que têm a doença, o que compromete bastante seu cotidiano – alguns indivíduos precisam ir ao banheiro mais de 10 vezes por dia para evacuar, por exemplo e se não forem tratadas adequadamente, podem desencadear problemas mais graves, como obstrução intestinal, lesões e anemia.

A Retocolite Ulcerativa e a Doença de Crohn são as DII mais comuns. Seus sintomas são similares e ambas são caracterizadas por inflamações no trato gastrointestinal, mas a primeira atinge especialmente o intestino grosso e a segunda pode atingir o sistema digestivo da boca até o ânus. Tais doenças ainda podem comprometer outras partes do corpo e gerar problemas nas articulações, na coluna, na pele, nos olhos e nos rins. Uma vez desencadeadas podem ter duração e intensidades variáveis, com períodos em que os sintomas somem e depois retornam.

Especialistas ainda não sabem explicar com precisão quais são as causas desses males, mas, a ciência já identificou, no entanto, que estão ligados a questões genéticas, fatores externos, alterações imunológicas e a um ambiente propício para o seu desenvolvimento dentro do organismo, relacionado à microbiota do intestino, isto é, ao tipo de micro-organismos que habitam o trato gastrointestinal, o desequilíbrio entre os micro-organismos bons e os ruins é o que favorece este tipo de doença.

O melhor tratamento normalmente envolve medicamentos, combatendo os sintomas e promovendo a remissão do quadroe a estabilidade do paciente.

Agende uma consulta e fale com um especialista do Aparelho Digestivo em caso de efeitos contínuos de diarreia, dores abdominais, náusea e perda de apetite, o diagnóstico precoce e correto de qualquer doença faz toda a diferença e o tratamento é o melhor caminho para a cura. www.aparelhodigestivo.net.br

Muitas pessoas levam bastante tempo para descobrir que têm a doença, o que compromete bastante seu cotidiano – alguns indivíduos precisam ir ao banheiro mais de 10 vezes por dia para evacuar, por exemplo e se não forem tratadas adequadamente, podem desencadear problemas mais graves, como obstrução intestinal, lesões e anemia.

A Retocolite Ulcerativa e a Doença de Crohn são as DII mais comuns. Seus sintomas são similares e ambas são caracterizadas por inflamações no trato gastrointestinal, mas a primeira atinge especialmente o intestino grosso e a segunda pode atingir o sistema digestivo da boca até o ânus. Tais doenças ainda podem comprometer outras partes do corpo e gerar problemas nas articulações, na coluna, na pele, nos olhos e nos rins. Uma vez desencadeadas podem ter duração e intensidades variáveis, com períodos em que os sintomas somem e depois retornam.

Especialistas ainda não sabem explicar com precisão quais são as causas desses males, mas, a ciência já identificou, no entanto, que estão ligados a questões genéticas, fatores externos, alterações imunológicas e a um ambiente propício para o seu desenvolvimento dentro do organismo, relacionado à microbiota do intestino, isto é, ao tipo de micro-organismos que habitam o trato gastrointestinal, o desequilíbrio entre os micro-organismos bons e os ruins é o que favorece este tipo de doença.

O melhor tratamento normalmente envolve medicamentos, combatendo os sintomas e promovendo a remissão do quadroe a estabilidade do paciente.

Agende uma consulta e fale com um especialista do Aparelho Digestivo em caso de efeitos contínuos de diarreia, dores abdominais, náusea e perda de apetite, o diagnóstico precoce e correto de qualquer doença faz toda a diferença e o tratamento é o melhor caminho para a cura. www.aparelhodigestivo.net.br

Veja Mais

Acalasia da cárdia ou acalasia esofágica

Acalasia da cárdia ou acalasia esofágica (do grego a- + -chalasia, não relaxa) é uma alteração neuromuscular hipertônica do mecanismo receptivo do esfíncter do esôfago inferior (cárdia). A incapacidade da musculatura esofágica de relaxar para permitir a passagem de alimento do esôfago para o estômago causa dificuldade de engolir (disfagia), dor no peito (retroesternal) e refluxo gastroesofágico. O termo acalasia, a rigor, designa toda alteração hipertônica de qualquer músculo circular (esfíncter) ou mecanismo muscular circular, como o piloro e o esfíncter anal, por exemplo, sendo entretanto uso comum seu emprego referindo-se especificamente ao distúrbio motor hipertônico da cárdia.

A acalasia é a mais clássica das disfunções motoras do esôfago, sendo descrita pela primeira vez em 1674 por Thomas Willis.

Veja Mais

Colelitíase

O que é colelitíase (pedra na vesícula)?

A colelitíase é mais conhecida como a pedra na vesícula e acontece quando cálculos (pedras) se formam neste órgão ou nos ductos biliares.

Vesícula biliar é um pequeno órgão em formato de saco que fica logo abaixo do fígado. Ela armazena a bile, um líquido que é despejado no intestino para ajudar na digestão de gorduras que entram no corpo através da alimentação.

Apesar de ser chamada de pedra na vesícula, a colelitíase pode formar cálculos fora do órgão, nos ductos que levam a bile do fígado, onde é produzida, até o órgão que a armazena e para o intestino.

Estes representam apenas 10% dos casos, portanto o mais comum (90% das vezes) é que as pedras se formem realmente dentro da vesícula, daí o nome.

A bile é formada por diversas substâncias como água, cálcio, colesterol e pigmentos como a bilirrubina, que dá sua cor amarelada. Ela é produzida pelo fígado e levada para a vesícula, onde o órgão a deixa concentrada, absorvendo a água.

A vesícula é capaz de armazenar em torno de 50 mL de bile, que digere a gordura e anula ácidos dos alimentos no duodeno, a porção inicial do intestino delgado.

A maior parte dos sais usados na bile são reaproveitados pelo corpo.

Em algumas ocasiões, esses materiais concentrados podem se solidificar, formando pequenas pedras dentro da vesícula ou nos dutos que a conectam com outros órgãos.

Índice – neste artigo você encontrará as seguintes informações:

  1. O que é colelitíase (pedra na vesícula)?
  2. Tipos
  3. Fotos
  4. Causas
  5. Grupos e fatores de risco
  6. Sintomas
  7. Como é feito o diagnóstico?
  8. Tem cura?
  9. Qual o tratamento?
  10. Medicamentos
  11. Convivendo
  12. Prognóstico
  13. Complicações
  14. Como prevenir a colelitíase (pedra na vesícula)?
  15. Perguntas frequentes

Tipos

Existem 3 tipos de cálculos biliares. São eles:

Colelitíase de colesterol

O tipo mais comum de pedra na vesícula é o de colesterol. Compostos principalmente por colesterol cristalizado, estas pedras têm aparência amarelada e representam 80% dos casos da doença, sendo também conhecidas como pedras amarelas.

Pigmentares marrons

Compostos por bilirrubina, uma substância produzida pelo fígado como pigmento, estas pedras, na maioria das vezes, são pequenas e escurecidas, sendo chamadas de pedras marrons. Eles são mais frequentes nos ductos biliares do que dentro da própria vesícula, mas podem aparecer nela.

Bilirrubinato de cálcio

Este tipo é o segundo mais comum e é formado por bilirrubina, sais e cálcio. Estas pedras são pretas e costumam se formar diretamente na vesícula. São mais comuns em portadores de cirrose e infecções no trato biliar.

Tamanho

As pedras na vesícula podem ter diversos tamanhos e seu tipo não impede que elas sejam bem grandes ou pequenas. Podem variar do tamanho de um grão de areia até o de uma bola de golfe, ocupando grande espaço da vesícula.

Fotos

Algumas fotos de pedras na vesícula:Pigmentos marronsColelitíase de colesterolBilirrubinato de cálcio

Causas

As pedras na vesícula se formam devido a um desequilíbrio na concentração de materiais da bile no órgão. A vesícula absorve água da bile, fazendo com que ela fique bem concentrada dentro do órgão, permitindo que ele armazene mais.

O problema é que, se água demais for retirada ou a quantidade de sais, colesterol, cálcio, bilirrubina ou outro material for grande demais, a bile se solidifica por falta de água. Assim se formam as pedras.

O que causa esse desequilíbrio não é conhecido. Sabe-se que algumas situações podem facilitar a formação de cálculos na vesícula, como doenças relacionadas à destruição de hemácias (cujo material é usado para produzir bile em excesso), mas os mecanismos pelo qual o desequilíbrio afeta o órgão ainda não foram identificados.

Lama biliar

A lama biliar recebe esse nome por estar em um estado entre o líquido e o sólido. Normalmente a bile é líquida, mas quando a água demais é retirada, ela começa a se solidificar e a parecer mais com lama. A lama biliar é o estágio anterior às pedras e é um grande fator de risco para a colelitíase, especialmente a de colesterol.

Grupos e fatores de risco

Apesar de não sabermos quais são as causas exatas das pedras na vesícula, conhecemos alguns fatores de risco que fazem com que elas se formem com mais facilidade, e eles são vários. Entre eles estão:

Idade

Após os 40 anos de idade, as chances de desenvolver pedras na vesícula aumentam. São ainda maiores após os 60.

Mulheres

Mulheres tem até 3 vezes mais chance de desenvolver pedras vesiculares do que homens. Acredita-se que isso acontece devido ao estrógeno, um hormônio feminino.

Após a menopausa, as chances de a colelitíase afetar mulheres se aproxima da dos homens, já que a produção hormonal reduz.

Lama biliar

A lama biliar é a bile em estado lamacento, entre o sólido e o líquido. Normalmente ela é líquida, mas quando a concentração dela é maior do que devia ser e falta água, ela pode ficar espessa e lamacenta.

Neste estado falta pouco para que a bile comece a formar pedras e isso aumenta as chances do desenvolvimento de pedras de colesterol.

Anemia hemolítica crônica

anemia hemolítica crônica é uma doença que causa a destruição prematura dos glóbulos vermelhos, causando falta da substância no sangue. Os restos dos glóbulos vermelhos costumam ser utilizados para a fabricação de bile pelo fígado.

Quando muitos são destruídos em pouco tempo o fígado acaba tendo muito material e não cessa a produção de bile. O resultado é que o corpo acumúla a bile, o que aumenta as chances de formação de cálculos.

Úlceras duodenais

A vesícula sabe quando liberar a bile quando o gordura entra em contato com o duodeno (a primeira porção do intestino). No caso de haver úlceras no duodeno, o sinal de que há gordura nele pode não ser enviado para a vesícula.

Por conta dessa falha de sensibilidade do duodeno (causada pela úlcera) a bile pode ficar parada na vesícula por muito tempo e pedras podem se formar.

Danos no duodeno

Da mesma forma que as úlceras duodenais, qualquer condição que afete o duodeno pode ter o mesmo efeito. Isso se aplica à cânceres, cirurgias que danifiquem os nervos e qualquer outro tipo de dano no órgão.

Grávidas

Durante a gravidez a quantidade de estrógeno no corpo feminino é maior e por isso as chances de desenvolvimento de colelitíase aumenta. Sabe-se que é comum encontrar lama biliar em grávidas.

Reposição hormonal

A reposição hormonal com estrógeno também aumenta as chances de desenvolvimento das cálculos biliares.

Diabetes

diabetes aumenta as chances de desenvolvimento de pedras na vesícula. Isso acontece porque existe aumento de colesterol no sangue com a diabetes, e essa substância em excesso pode ajudar a formar cálculos biliares com mais facilidade.

Uso de anticoncepcional

Anticoncepcionais orais utilizam hormônios para evitar a gravidez. Entre esses hormônios é usado o estrógeno, que aumenta as chances de cálculos biliares surgirem.

Tabagismo

O fumo do tabaco possui os efeitos mais fortes nas vias aéreas e os pulmões, mas ele afeta o corpo inteiro, tanto pelos efeitos de suas substâncias na corrente sanguínea como pelo da fumaça que também chega ao estômago do fumante, apesar de em menor quantidade do que nos pulmões.

Fumar pode aumentar as chances de diversas doenças e a colelitíase é uma delas. Pedras na vesícula biliar podem surgir em fumantes.

Colesterol alto

Pessoas com elevadas quantidades de colesterol no corpo podem apresentar uma sobrecarga dele na vesícula biliar, o que pode desequilibrar a concentração da bile no órgão, aumentando assim as chances de que cálculos se formem.

Perda rápida de peso

A perda rápida de peso pode causar a lama biliar. O mesmo se aplica a dietas de baixa caloria usadas por longos períodos.

Obesidade

obesidade é uma das principais condições ligadas à colelitíase na juventude.A quantidade de colesterol e gorduras estão diretamente relacionadas ao desequilíbrio da concentração de bile na vesícula biliar.

Histórico familiar

O histórico familiar é um fator de risco. Se alguém de sua família já teve cálculos biliares, suas chances de também desenvolvê-los aumenta já que a genética é um fator que pode contribuir para o desequilíbrio biliar.

Cinco Fs

Os cinco Fs são cinco dos principais fatores de risco da colelitíase. Eles se referem as palavras em inglês fertile, female, fat, forty family. Em português essas palavras significam fértil, sexo feminino, gordo, 40 e família, referindo-se a gravidez, mulheres, obesidade, acima dos 40 anos e histórico familiar, respectivamente.

Sintomas

Muitas vezes a colelitíase não apresenta sintomas. Isso acontece porque as pedras podem ser muito poucas e pequenas para que produzam sinais de sua presença.

Entretanto, quando existem pedras grandes, muitas pedras pequenas ou quando alguma delas entra no ducto biliar e o bloqueia, os sintomas aparecem. São os seguintes:

Cólica biliar

Os cálculos biliares podem causar dor forte quando bloqueiam o caminho da bile, causando um aumento da pressão interior da vesícula biliar, que se contrai tentando empurrar a bile para fora. A cólica biliar costuma ficar no lado direito do corpo.

Esta dor costuma se iniciar de maneira súbita e intensa após a ingestão de gordura e passa no decorrer da hora seguinte, aos poucos.

Dor abdominal no lado direito

O inchaço do órgão pode causar dor que se espalha pelo abdômen a partir do lado direito dele, onde fica a vesícula. Este sintoma só aparece nos casos mais agudos da doença e pode ser acompanhado de febre, calafrios e dores de cabeça.

Icterícia

icterícia se instala quando há acúmulo de bilirrubina nos tecidos, deixando a pessoa com uma coloração amarelada. No caso da colelitíase, ela aparece quando um cálculo biliar bloqueia o ducto colédoco, que leva a bile para a vesícula, fazendo com que a bilirrubina volte para o fígado e seja absorvida pelo sangue.

Náusea e vômitos

Os problemas causados pelos cálculos podem causar náuseas e vômitos.

Inchaço abdominal

Devido aos problemas digestivos causados pela falta da bile no intestino, pode haver inchaço do abdômen devido a gases. Além disso, a vesícula também pode ficar inchada.

Fezes claras e urina escura

A bilirrubina é a substância responsável pela coloração das fezes. Quando algo — como um cálculo — a impede de chegar ao intestino, as fezes podem ficar claras. Da mesma forma, quando ela se acumula no corpo por não poder ir ao intestino, pode ser eliminada pela urina, deixando-a escura.

Como é feito o diagnóstico?

Os sintomas podem levantar a suspeita da condição, mas apenas o exame de imagem é capaz de confirmar o diagnóstico. O médico que faz este diagnóstico é o gastroenterologista, responsável pelos cuidados do sistema digestivo.

Ultrassonografia

O exame de ultrassom possui uma eficácia elevada, conseguindo identificar de 95% a 99% dos casos de cálculos biliares, mesmo quando elas estão pequenas e não apresentam sintomas. Além disso, existe neste exame a vantagem de ele não ser caro e nem invasivo. Não é necessário contraste, anestesia e nem existem efeitos colaterais.

Tomografia computadorizada

Tão efetiva quanto a ultrassonografia, a tomografia computadorizada também pode encontrar os cálculos biliares. Este exame utiliza raio-X para criar uma imagem precisa do interior do corpo.

A tomografia computadorizada é diferente da radiografia (popular raio-X) por fazer diversas imagens que são enviadas para um computador, que as une de maneira a mostrar diversos detalhes que poderiam escapar com o raio-X comum.

Tem cura?

Sim, a colelitíase pode ser curada. Ou melhor, é possível se livrar da condição. Como o mecanismo que causa as pedras não costuma ser identificável, é difícil impedir que elas reapareçam.

Além disso, existem sérias complicações que podem ser causadas pelos cálculos, portanto a retirada da vesícula é o mais comum. Esta retirada não afeta a saúde do paciente, já que a vesícula, apesar de ter uma função, não é um órgão vital.

Qual o tratamento?

A remoção cirúrgica da vesícula é o tratamento mais comum. Entretanto ele só é aplicado quando existem sintomas ou várias pedras biliares. No caso de apenas uma ou duas pedras pequenas que não causam sintomas, a observação médica é recomendada para acompanhar o desenvolvimento da condição.

Porém, quando há riscos de que os cálculos migrem através dos ductos e fiquem presos nele, ou quando as pedras são muitas, e ainda no caso de haver uma única pedra grande, a cirurgia é feita para evitar maiores riscos.

Colecistectomia laparoscópica

Colecistectomia laparoscópica é o nome dado a cirurgia de remoção da vesícula. Ela é pouco invasiva comparada a uma colecistectomia aberta (que é a mesma cirurgia feita com um corte amplo) e a recuperação costuma ser rápida. O paciente costuma receber alta no dia seguinte.

Para a realização da cirurgia 4 incisões pequenas são realizadas no abdômen do paciente. Por uma delas é inserida uma câmera. Pelas outras duas, instrumentos para a cirurgia. Os instrumentos são usados para remover o órgão de seu lugar, cortar as conexões, cauterizar possíveis sangramentos e por fim para remover a vesícula por completo, com suas pedras ainda dentro de si.

Após esta cirurgia as pedras biliares deixam de aparecer.

Litotripsia Extracorpórea

Este tratamento é pouco usado atualmente devido a facilidade da colecistectomia, entretanto é possível. Um aparelho de geração de ondas de choque é posicionado ao lado do corpo do paciente, e estas ondas quebram as pedras dentro da vesícula, possibilitando que pedaços delas saiam através dos ductos.

Este tratamento não impede que outras pedras apareçam no futuro e só funciona em pedras pequenas.

Dissolução por MTBE

Este método também é pouco usado pois causa alguns efeitos colaterais desagradáveis e ainda permitir que outros cálculos apareçam. É injetado, na vesícula, um solvente orgânico que dissolve as pedras. O problema é que este tratamento pode causar danos no órgão e causa uma forte sensação de queimação, além de só ser efetivo em pedras pequenas.

Medicamentos

Existem medicamentos que podem ser usados para dissolver os cálculos biliares, entretanto o seu efeito é demorado, podendo levar anos até que as pedras estejam completamente dissolvidas. Além disso, não há como impedir que novas pedras surjam e por isso a cirurgia costuma ser realizada.

Atenção!

NUNCA se automedique ou interrompa o uso de um medicamento sem antes consultar um médico. Somente ele poderá dizer qual medicamento, dosagem e duração do tratamento é o mais indicado para o seu caso em específico. As informações contidas neste site têm apenas a intenção de informar, não pretendendo, de forma alguma, substituir as orientações de um especialista ou servir como recomendação para qualquer tipo de tratamento. Siga sempre as instruções da bula e, se os sintomas persistirem, procure orientação médica ou farmacêutica.

Convivendo

Conviver sem se livrar das pedras se define em dois extremos. Ou existe muita dor e diversos riscos de complicações ou você nem percebe que os cálculos estão presentes. Por isso, caso existam problemas que exijam o tratamento, a remoção do órgão é o mais indicado. Por isso, falaremos de como conviver sem a vesícula. Não se preocupe, não é difícil.

Órgão não-vital

O corpo possui diversos órgãos que vão desde a pele até o coração e alguns deles são vitais. Isso quer dizer que não é possível viver sem. É o caso do coração, dos rins (é possível viver sem um rim, mas não sem os dois), o cérebro, os pulmões (sem um também é possível), entre outros.

Entretanto, existem órgãos que não são tão necessários. Eles possuem funções e sua remoção pode causar problemas, mas você pode viver sem eles. É o caso da vesícula.

A vesícula biliar tem o propósito de armazenar a bile e controlar seu fluxo para o intestino, reagindo quando gorduras são detectadas pelo corpo.

Após sua retirada a bile vai direto do fígado para o intestino em um fluxo constante e irá continuar a digerir as gorduras. Entretanto é bom que, logo após a cirurgia, alimentos muito gordurosos sejam evitados.

Alimentação pós-cirurgia

Depois de removida a vesícula biliar, a bile continuará a fluir do fígado e fazer parte da digestão e os alimentos que eram consumidos antes da cirurgia podem ser consumidos por alguém sem vesícula.

Entretanto, nas primeiras semanas após a cirurgia, é recomendado evitar alimentos muito gordurosos para que haja a cicatrização completa da região e para que o corpo se acostume ao novo fluxo, já que agora não há um acúmulo de bile pronto para ser usado.

Durante as primeiras semanas após a cirurgia você deve evitar certos tipos de alimentos muito ricos em fibras, que causam gases e comidas gordurosas. Após algum tempo, dependendo da recomendação do médico, estes alimentos podem ser reintroduzidos devagar na alimentação. Os alimentos que devem ser evitados são:

  • Carnes gordurosas;
  • Frituras;
  • Massas com creme;
  • Linguiça;
  • Brócolis;
  • Couve-flor;
  • Repolho;
  • Batata doce;
  • Oleaginosas (Amêndoa, nozes, castanha-do-pará);
  • Bebidas alcoólicas;
  • Alimentos apimentados.

Comer estes alimentos sem a vesícula logo após a cirurgia pode causar problemas de digestão das gorduras, o que pode levar à diarreia.

Prognóstico

O prognóstico da colelitíase costuma ser positivo e é provável que haja recuperação completa. As complicações podem surgir caso não haja tratamento de pedras de tamanho ou quantidade relevante, mas este tratamento não costuma ser um problema nem trazer consequências graves.

A cura é garantida na maior parte das vezes em que a condição é diagnosticada, o que costuma ser fácil graças aos exames de imagem e os sintomas claros da condição.

Complicações

Se não tratada, a colelitíase pode se desenvolver em situações sérias. As complicações possíveis quando isso acontece são as seguintes:

Câncer na vesícula

Apesar de não ser possível dizer que os cálculos biliares causam diretamente câncer na vesícula, este tipo de tumor é mais comum em quem já teve cálculos do que em quem não teve.

Cólica biliar

A cólica biliar é um dos sintomas da colelitíase, mas caso a condição não seja tratada, a dor só tende a aumentar.

Colecistite

colecistite acontece quando o tecido da vesícula biliar fica inflamado. Isso pode acontecer quando o órgão faz, repetidas vezes, a contração para empurrar a bile para fora de si, mas um bloqueio impede que isso aconteça. O dano no órgão pode levar a inflamação.

Colangite

Colangite é a infecção dos ductos biliares. Acontece quando existe acúmulo de bile nos ductos por causa de cálculos que os bloqueiam. A bile fornece um ambiente próprio para a proliferação de bactérias.

Pancreatite por cálculo biliar

Pedras podem surgir ou ser levadas para os ductos pancreáticos, causando no pâncreas o mesmo problema de inflamação e dor da colecistite.

Necrose

A colecistite ainda pode evoluir para necrose da vesícula. O mesmo se aplica a pancreatite, que pode levar à necrose do pâncreas. Necrose acontece quando um órgão não recebe oxigênio apropriadamente e morre.

Sepse

sepse é a chamada infecção generalizada. Acontece quando uma infecção se espalha para outros lugares do corpo além de onde começou. É extremamente perigosa e sem tratamento mata muito rápido.

Como prevenir a colelitíase (pedra na vesícula)?

Como o desenvolvimento de cálculo biliares não está diretamente ligada a alimentação, não há muito a se fazer para prevenir a condição. Suas causas são principalmente genéticas, portanto evitá-las é difícil. Entretanto, é possível sair de alguns dos grupos de risco.

Emagreça devagar

Emagrecimento rápido demais aumenta as chances do desenvolvimento das pedras na vesícula. Portanto, emagrecer aos poucos pode reduzir a chance delas surgirem.

Perca peso

Obesidade é um dos fatores que aumenta as chances de pedras surgirem na vesícula pois aumenta o colesterol no sangue. Alimente-se de maneira adequada e mantenha um controle do peso e menos pedras poderão se desenvolver.

Acompanhamento médico

Especialmente em situações em que a quantidade de estrógeno é elevada (como durante a gravidez ou quando se toma pílulas anticoncepcionais) o acompanhamento médico pode ser importante para descobrir uma possível colelitíase e evitar seu desenvolvimento para algo mais sério.

Veja Mais

Esteatose Hepática

A esteatose hepática é um acúmulo de gordura nas células do fígado, também chamada de infiltração gordurosa do fígado ou doença gordurosa do fígado.

Depois da Páscoa, muita gente começa a semana com culpa pela quantidade de chocolate que consumiu. O chocolate do tipo certo não faz tão mal, em demasia, intoxica o corpo, e provoca sobrecarrega no fígado o que pode ser perigoso para a saúde.

O chocolate é rico em gordura saturada, açúcar e cacau, substâncias que podem trazer benefícios, mas que também oferecem efeitos nocivos, como obesidade e aumento da glicemia. Em excesso pode ter consequências ao organismo como intestino preso, gosto amargo na boca ao acordar, dor de cabeça, baixa resistência, inchaço, alergias, indisposição e cansaço. O organismo de cada pessoa reagirá de uma forma, porém o ganho de peso é evidente.

Se você cometeu excessos, a melhor forma de evitar os problemas é desintoxicar o organismo. Uma dieta desintoxicante por até sete dias é o ideal, com o consumo de fibras integrais, que ajudam na limpeza do organismo, frutas, verduras, legumes e alimentos que ajudam a digestão e fortalecem o sistema imunológico, como gengibre, beringela, melancia, abacaxi e frutas cítricas. O importante é deixar frituras, doces, café, bebidas alcoolícas e refrigerantes de fora da alimentação. Agende uma consulta e fale com um especialista do Aparelho Digestivo em caso de efeitos contínuos de intoxicação após esse período, o diagnóstico precoce de qualquer doença e o tratamento é o melhor caminho para a cura.

Veja Mais

Obesidade

A obesidade é uma doença caracterizada pelo excessivo acúmulo de gordura corporal e normalmente está associada a problemas de saúde, comprometendo ainda mais o estado do indivíduo. A obesidade é um fator de risco para várias doenças dentre as quais podemos citar: câncer, hipertensão arterial, doenças cardiovasculares, doenças cerebrovasculares, apneia do sono, osteoartrite e diabete Melittus tipo dois.

O aumento do peso corporal é uma tendência mundial. Nos Estados Unidos, por exemplo, 35% da população (algo feito 97 milhões de pessoas!) estão acima do peso. O Brasil, apesar de ser um país muito mais pobre, segue a mesma tendência, aqui já há 40% de pessoas com peso acima do normal. É na faixa mais pobre da população que este número mais cresce.

O diagnóstico é feito através do cálculo de índice de massa corporal (IMC), método mundialmente difundido e criado por Adolphe Quételet, que consiste em dividir o peso do indivíduo (em quilogramas) pelo quadrado de sua altura (em metros). IMC menor a 18,5 corresponde a pessoas com peso abaixo do normal, entre 18,5 e 24,9 é tido como peso normal, entre 25 e 29,9 representa pessoas com peso acima do normal, entre 30 e 30,9 a pessoa está obesa e quando o IMC é maior do que 40 considera-se a pessoa portadora de obesidade mórbida.

Há várias causas para o surgimento da obesidade dentre as quais podemos citar: predisposição genética, dietas ricas em gordura, falta de exercícios físicos e alterações endócrinas (hipotireoidismo, por exemplo).

O tratamento inclui a reeducação alimentar, que consiste em consumir alimentos menos calóricos, maior ingestão de alimentos ricos em fibras e respeito aos horários das refeições. Este procedimento pode requerer suporte psicológico e auxílio por parte da família. Outra medida adotada é o início de atividades físicas visando gastar a energia acumulada do organismo na forma de gordura. A atividade física diminui o apetite e melhora a autoestima. Depois de verificar se a pessoa está em condições adequadas de saúde para a prática de exercícios, o ideal é que ela caminhe 50 minutos quatro vezes por semana.

Veja Mais