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Transplante Hepático

O fígado é a maior glândula do corpo e está localizado atrás das costelas, na porção superior direita da cavidade abdominal. Possui formato de prisma, sua coloração é vermelho-escuro, tendendo ao marrom. Pesa cerca de 1.500g e é dividido em quatro lobos

O que é um transplante de fígado?

Transplante de fígado (ou transplante hepático) é um procedimento cirúrgico no qual um fígado é transplantado para outra pessoa. O transplante consiste na realização de uma cirurgia que substitui o órgão doente por um fígado saudável, doado pela família de um paciente diagnosticado com morte encefálica. Outra modalidade possível de transplante de fígado é a do doador vivo, em que um voluntário aceita doar apenas uma parte de seu fígado para o paciente, cientes de que este órgão tem a capacidade intrínseca de se regenerar com o tempo.

Quando é necessário o transplante de fígado?

O transplante de fígado só é indicado para pessoas com doenças hepáticas agudas ou crônicas, irreversíveis e progressivas. A hepatite crônica por vírus da hepatite C (VHC) e a cirrose alcoólica representam cerca de 50% das etiologias que levam pacientes adultos ao transplante. Na população pediátrica, as principais indicações de transplante hepático são a atresia (obstrução progressiva, sem causa definida) de vias biliares (57%), seguida das doenças metabólicas (19%).

Fomo funciona os receptores?

Para receber um órgão, o potencial receptor deve estar inscrito em uma lista de espera, respeitando-se a ordem de inscrição, a compatibilidade e a gravidade de cada caso. A lista é única, organizada por estado ou por região, e monitorada pelo Sistema Nacional de Transplantes (SNT) e por órgãos de controle federais. Isso impossibilita que uma pessoa conste em mais de uma lista ou que a ordem legal não seja obedecida. Se existe um doador elegível (com morte encefálica confirmada), após autorização da família para que ocorra a retirada dos órgãos, a Central de Transplantes emite a lista dos potenciais receptores e informa as respectivas equipes de transplante que os atende.

Em quanto tempo serei transplantado?

O tempo de espera por um transplante depende de diversos fatores, como das características genéticas do potencial receptor e do seu estado de saúde, entre outros. O tempo médio de espera, para os transplantes de fígado ocorridos em 2014, por exemplo, foi de quatro meses, para pacientes não priorizados.

Qual a sobrevida média da pessoa transplantada?

O sucesso do transplante depende de inúmeros fatores, como da causa da doença, das condições de saúde do paciente, entre outras. Com os recursos atuais de novos medicamentos e de técnicas aprimoradas, a sobrevida dos transplantados de fígado tem sido cada vez maior. O valor médio aproximado de sobrevida, depois de cinco anos, é de 60% para o enxerto e de 65% para o paciente.

Como será minha mente após o transplante?

O mais próximo possível do normal, visto que o transplante não é cura, mas sim um tratamento que pode prolongar a vida com uma melhor qualidade. Muito embora a compatibilidade entre doador e receptor seja testada antes de um transplante, após o transplante as consultas periódicas de acompanhamento são obrigatórias. A prescrição de medicamentos imunossupressores é obrigatória e de forma permanente. Em casos de rejeição, poderá ser oferecido um novo transplante ao paciente.

Qual profissional de saúde se deve procurar?

O clínico geral ou o hepatologista (médico clínico especialista em fígado) pode diagnosticar, prevenir e tratar as doenças hepáticas.

Fonte: http://www.saude.gov.br/

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TIPOS DE TUMOR NEUROENDÓCRINO (TNE)

Os tumores neuroendócrinos (TNEs) podem ocorrer em diferentes partes do corpo, e são classificados principalmente de acordo com a região em que se originam.

Entretanto, muitas vezes a doença é mensurável apenas no local para onde se espalhou (metástase) o que dificulta a determinação do órgão de origem do tumor primário. A Cintilografia com Análogo da Somatostatina (Octreoscan) é um método não invasivo que pode auxiliar na definição do exato local do tumor primário.

A análise da estrutura molecular do tumor no microscópio também pode auxiliar o médico na determinação de que tipo de tumor neuroendócrino o paciente apresenta, ou seja, onde o tumor inicialmente surgiu.

Outra maneira importante de classificar os tumores neuroendócrinos (TNEs) é através da gravidade do tumor, ou grau tumoral. Durante o exame anatomopatológico completo é possível a avaliação detalhada dos tecidos dos tumores, incluindo a contagem de uma proteína chamada KI-67. A contagem dessa proteína permite estimar a taxa de crescimento celular do tumor e, consequentemente, classificar seu grau de forma correta. Com esse resultado em mãos, o médico é capaz de determinar o tratamento mais adequado para o paciente.

Os tumores neuroendócrinos (TNEs) são normalmente classificados em três grupos:

 

1.      Tumor neuroendócrino gastrointestinal

Esse é o tipo mais comum de tumor neuroendócrino, e quando são de baixo grau podem ser chamados também de tumor carcinoide. Os tumores neuroendócrinos (TNEs) do trato gastrointestinal representam 67,5% de todos os TNEs, sendo destes 41,8% localizados no intestino delgado; 27,4% no reto; e 8,7% no estômago.

A maioria dos tumores neuroendócrinos gastrointestinais são bem pequenos no estágio inicial e, por isso, podem ser difíceis de serem diagnosticados. Além disso, seus sintomas demoram a aparecer e se assemelham a outras doenças do sistema digestivo como síndrome do intestino irritável ou doença inflamatória intestinal. 

Muitas vezes o diagnostico só acontece ao acaso quando o paciente realiza exames de rotina ou até uma cirurgia para tratar outras condições.

Os tumores também têm características distintas em cada paciente, por isso, quanto mais informações os especialistas têm sobre as células tumorais, mais individualizado é o tratamento. A adesão ao tratamento é também um aspecto fundamental no combate ao TNE gastrointestinal, pois permite o melhor controle do tumor e maior qualidade de vida para o paciente.

 

Os outros dois tipos são tumor neuroendócrino pancreático e tumor neuroendócrino pulmonar.

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O que é a Obstrução Intestinal e Como Tratar

 

A obstrução intestinal acontece quando as fezes não conseguem passar pelo intestino devido à uma interferência no seu trajeto, como pela presença de bridas intestinais, tumores ou uma inflamação, por exemplo. Nestes casos, geralmente surgem sintomas como dificuldade para evacuar ou eliminar gases, inchaço da barriga, náuseas ou dor abdominal.

Uma vez que a obstrução impede a passagem dos alimentos digeridos pelo intestino, as fezes, os gases intestinais e as secreções digestivas acabam se acumulando, o que aumenta a pressão dentro do intestino e provoca o risco de graves complicações como perfuração intestinal, infecção generalizada e morte do tecido intestinal.

Assim, se existir suspeita de uma obstrução no intestino é aconselhado procurar imediatamente atendimento médico, para confirmar o diagnóstico e iniciar o tratamento que, normalmente, é feito com a administração de líquidos pela veia, passagem de uma sonda no trato digestivo ou cirurgia, dependendo da gravidade.

Possíveis sintomas

Os sintomas mais comuns de uma obstrução intestinal são a parada de eliminação de fezes e gases. No entanto, caso a obstrução seja parcial, é possível que ainda haja eliminação de gases. Outros sintomas comuns incluem:

  • Inchaço exagerado da barriga;
  • Dor abdominal em cólica e intensa;
  • Diminuição do apetite;
  • Náuseas e vômitos.

A intensidade dos sintomas varia de acordo com a causa e a gravidade da doença que provoca a obstrução.

Além disso, os sintomas apresentados também podem variar de acordo com o local afetado, sendo que vômitos e náuseas são mais comuns na obstrução do intestino delgado, enquanto o excesso de gases e a prisão de ventre são mais frequentes na obstrução do intestino grosso, por exemplo.

Como confirmar o diagnóstico

Normalmente, para identificar o problema, o médico começa por avaliar os sintomas e fazer palpação da barriga com as mãos, para tentar identificar alguma alteração. Pode ainda utilizar o estetoscópio para escutar se existem barulhos na barriga que indiquem se o intestino está funcionando corretamente ou não.

Quando existe suspeita da obstrução intestinal, é preciso fazer pelo menos um exame de diagnóstico, como radiografia ou tomografia computadorizada, para confirmar o diagnóstico e observar em que local do intestino está localizada.

Possíveis causas da obstrução

Existem muitas causas que podem levar ao surgimento de uma obstrução no intestino, desde causas mecânicas, em que há um obstáculo físico, como também uma obstrução funcional, que é quando os movimentos do intestino ficam paralisados. 

As principais causas incluem:

  • Bridas intestinais, que são aderências de tecido nas paredes do intestino, mais comuns em pessoas que já passaram por cirurgia abdominal. Entenda como se formam e como tratar as bridas abdominais;
  • Hérnias;
  • Tumor intestinal, principalmente no intestino grosso. Veja uma lista dos sintomas de câncer no intestino;
  • Diverticulite;
  • Doenças inflamatórias do intestino, como a doença de Crohn;
  • Torção do intestino;
  • Paralisia dos movimentos intestinais, chamada de íleo paralítico, devido a alterações metabólicas, como falta de potássio no sangue;
  • Isquemia do intestino;
  • Endometriose intestinal;
  • Acúmulo de vermes;
  • Enterite pós radiação no tratamento de câncer;
  • Intoxicação por chumbo.

Algumas destas causas podem causar uma obstrução completa e abrupta do intestino, gerando sintomas mais graves, ou apenas uma obstrução parcial ou que acontece aos poucos, quando os sintomas são mais leves e existem menos riscos para a saúde. No entanto, todos os casos precisam de tratamento adequado, da forma mais breve possível.

Como é feito o tratamento

O tratamento para a obstrução intestinal varia de acordo com a localização e a gravidade dos sintomas e deve ser sempre feito no hospital, para evitar o surgimento de complicações, que podem ser agravados caso se tente utilizar laxantes em casa, por exemplo.

No caso de uma obstrução parcial, com sintomas mais leves, normalmente pode ser apenas necessário fazer a administração de líquidos na veia, para melhorar a hidratação e facilitar a passagem das fezes. Além disso, também se deve fazer repouso intestinal e, por isso, é preciso ficar de jejum até que o problema esteja resolvido. Muitas vezes, também é colocada uma sonda desde o nariz até ao estômago para retirar o excesso de gases e líquidos, aliviando a pressão no intestino.

Nos casos mais graves, como acontece na obstrução completa, além dos cuidados anteriores também é preciso fazer cirurgia para tratar a causa e desocluir o intestino, permitindo que as fezes consigam passar novamente.

Quais os possíveis riscos e complicações

O tratamento da obstrução intestinal deve ser iniciado o mais rápido possível para evitar possíveis complicações como:

  • Desidratação;
  • Perfuração do intestino;
  • Infecção generalizada;
  • Morte de uma parte do intestino.

Todas estas complicações podem colocar a vida em risco, pois contribuem para a inflamação, infecção generalizada e falha de vários órgãos. Assim, sempre que existir suspeita de que o intestino não está funcionando corretamente deve-se procurar atendimento médico para identificar se existe algum problema que precise ser tratado.

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Esplenectomia – Retirada

A esplenectomia é a cirurgia para a retirada total ou de uma parte do baço, sendo que este órgão é responsável por produzir, armazenar e eliminar algumas substâncias do sangue e produzir anticorpos, mantendo o equilibro do organismo e evitando infecções.

A esplenectomia é indicada em casos de doenças no sangue ou quando há doença no baço, como câncer e, normalmente, a cirurgia é feita por laparoscopia, sendo realizado uns pequenos furinhos no abdômen que tornam a cicatriz muito pequena e aumentam a chance de uma alta mais rápida.

O baço é um órgão muito pequeno que se situa no lado superior esquerdo do abdômen, e em caso de ter que retirar o baço, é preferível fazer uma esplenectomia parcial, em vez de retirar completamente o baço, mas isso depende de vários fatores que devem ser decididos pelo médico.

Quando a cirurgia é indicada

A retirada do baço pode ser indicada pelo médico em situações, como:

  • Câncer no baço;
  • Trauma abdominal que tenha atingido o baço;
  • Ruptura espontânea do baço, em caso de leucemia, principalmente; 
  • Esferocitose;
  • Anemia falciforme;
  • Púrpura trombocitopênica idiopática;
  • Abcesso esplênico;
  • Anemia hemolítica congênita;
  • Estadiamento de linfoma de Hodgkin;

O baço pode ser removido parcialmente ou totalmente.

Como é feita a cirurgia

Na maioria dos casos, é indicada a vídeo laparoscopia, sendo feitos 3 pequenos furinhos no abdômen, por onde passam tubos e instrumentos necessários para a remoção do baço, sem ter que fazer um corte grande. O paciente precisa de anestesia geral e, a cirurgia demora, em média, 3 horas, ficando internado, por cerca de 2 dias.

Esta técnica cirúrgica é menos invasiva e, por isso, causa menos dor e a cicatriz é menor, sendo mais rápida a recuperação e o retorno às atividades do dia-a-dia. No entanto, em alguns casos, pode ser necessário fazer cirurgia aberta, com um corte maior.

Riscos e possíveis complicações da cirurgia

Após a cirurgia de remoção do baço é normal que o paciente apresente dor e alguma limitação para realizar as atividades do dia-a-dia sozinho, precisando de ajuda de um familiar para realizar os cuidados de higiene, por exemplo.

A cirurgia por laparoscopia pode trazer complicações como hematoma, sangramento ou derrame pleural. No entanto, a cirurgia aberta, pode trazer mais riscos. 

Pessoas com malária, podem piorar depois de retirar o baço.

Cuidados para quem retirou o baço

Depois da remoção do baço a capacidade do corpo de combater infecções fica diminuída e outros órgãos, especialmente o fígado, aumentam sua capacidade de produzir anticorpos para combater infecções e proteger o organismo. Assim, a pele fica mais propensa a desenvolver infecções e septicemia por pneumococo, meningococos e H influenza, e por isso deve:

  • Tomar as vacinas polivalente contra pneumococos e vacina conjugada para H. influenza tipo B e meningococo tipo C, entre 2 semanas antes e 2 semanas após a cirurgia;
  • Tomar a vacina para pneumococos a cada 5 anos (ou em intervalos menores em caso de anemia falciforme ou doenças linfoproliferativas);
  • Tomar antibióticos em baixa dose por toda vida ou tomar penicilina benzatina a cada 3 semanas.

Além disso, também é importante fazer uma alimentação saudável, evitando alimentos ricos em açúcar e gordura, praticar exercícios regularmente, evitar as mudanças bruscas de temperatura para evitar gripes e resfriados, e não tomar medicamentos sem orientação médica.

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Hemorragia digestiva alta ou baixa

O que pode causar

 

A hemorragia digestiva surge quando aparece um sangramento em algum local do sistema digestivo, podendo ser classificada em dois tipo principais:

  • Hemorragia digestiva alta: quando os locais do sangramento são o esôfago, o estômago ou o duodeno;
  • Hemorragia digestiva baixa: quando o sangramento ocorre no intestino delgado, grosso ou reto.

Geralmente, os sintomas da hemorragia digestiva baixa incluem a presença de sangue vivo nas fezes, enquanto a hemorragia digestiva alta inclui a presença de sangue já digerido pelo estômago, o que, normalmente, deixa as fezes mais escuras e com um cheiro intenso.

O que pode causar a hemorragia

As causas de uma hemorragia digestiva variam de acordo com o tipo:

Hemorragia digestiva alta

  • Úlcera gástrica;
  • Úlcera duodenal;
  • Varizes esôfago-gástricas;
  • Câncer no esôfago, estômago ou duodeno;
  • Perfuração do esôfago, estômago ou duodeno.

Hemorragia digestiva baixa

  • Hemorroidas;
  • Fissura anal;
  • Pólipo intestinal;
  • Doença de Crohn;
  • Diverticulose;
  • Câncer no intestino;
  • Perfuração do intestino;
  • Endometriose intestinal.

A forma mais correta para identificar a causa da hemorragia normalmente consiste em fazer uma endoscopia ou uma colonoscopia, pois permitem observar todo o trato gastrointestinal de forma a identificar possíveis lesões. Caso sejam identificadas lesões, o médico normalmente também colhe uma pequena amostra do tecido afetado, para ser analisado em laboratório de modo a identificar se existem células cancerígenas.

Como é feito o tratamento

O tratamento para hemorragia digestiva varia conforme a causa da doença, podendo incluir a transfusão sanguínea, o uso de medicamentos e em alguns casos, cirurgia.

Nos casos menos graves, o paciente poderá seguir o tratamento em casa, mas nos casos mais graves quando há uma grande Sperda de sangue, o internamento na Unidade de Terapia Intensiva pode ser necessário.

Principais sintomas

Os sintomas da hemorragia digestiva podem variar ligeiramente dependendo da região onde há o sangramento.

Os sintomas da hemorragia digestiva alta podem ser:

  • Vômito com sangue ou coágulos de sangue;
  • Fezes pretas, pegajosas e muito mau cheirosas;

Já os sintomas da hemorragia digestiva baixa podem ser:

  • Fezes pretas, pegajosas e muito mau cheirosas;
  • Sangue vermelho vivo nas fezes.

Quando se trata de uma hemorragia grave pode ainda haver tonturas, suores frios ou desmaio. Caso o indivíduo apresente estes sintomas é aconselhada uma consulta com um médico gastroenterologista. Os exames que podem ajudar a diagnosticar as hemorragias digestivas são a endoscopia digestiva alta ou a colonoscopia.

 

 

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